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Criando um centro de distribuição para apoiar estrategicamente os pontos de venda


Quem fez?

A Bem Viver iniciou suas atividades em 2001 com 18 lojas varejistas de materiais de construção na Região Sudoeste do Estado do Paraná. Em 2021 a rede já possui 49 lojas associadas em 44 cidades nas regiões do Oeste, Sudoeste Campos Gerais no Paraná e as demais no Oeste Catarinense. Além das negociações com fornecedores, a rede estruturou o Centro de Distribuição Orange, que atende todos os associados. O CD funciona como um atacado com mais de 3.000 itens ativos em uma área de 2.000m², sendo toda a estrutura paletizada e com sistema de gestão WMS, que possibilita agilidade nos processos e entrega rápida.


Qual era o desafio?

As lojas de materiais de construção associadas à Bem Viver tinham uma necessidade de repor no ponto de venda itens específicos e comercializados em pequenas quantidades. Esse volume de compra era geralmente negociado entre lojista e distribuidor de materiais de construção, reduzindo o poder de compra da central da rede. Além disso, o estoque dos produtos comprados contabilizava como custo para o associado. Toda a gestão de compras, planejamento de compras e controle de estoques desses itens era um processo estratégico para o associado. O fornecedor não se interessava em negociar e mandar esses produtos direto para os lojistas devido ao baixo potencial de consumo de compra.


O que a rede fez?

A rede uniu a gestão das compras em um Centro de Distribuição próprio. A central da rede desenvolveu um projeto de atacado para negociar e comprar os itens de menor quantidade solicitados pelos associados, armazená-los e distribui-los aos lojistas quando necessário. Em 2008 a rede organizou um Centro de Distribuição pequeno, que hoje ocupa uma área de 2000m2. Na prática, a gestão de compras e distribuição de itens em pequenas quantidades passou a integrar o processo operacional padrão da central da rede, fazendo com que desenvolvesse uma área específica para cuidar dessas atividades. A rede centralizou no Centro de Distribuição todo o material comercializado em pequenas quantidades. Faz a negociação, traz para o CD e manda para as lojas. Para isso, estruturou uma equipe de planejamento, compras, produção, faturamento, fiscal e gestão para operar exclusivamente com o centro de distribuição. Conforme mencionou a gestora da rede: “Trabalhamos muito entendendo o que os associados precisam e, também, com geração de demanda para as lojas agregarem mix de produtos no ponto de venda”. Hoje, o centro de distribuição é autossustentável, sendo que não existe a cobrança de uma taxa administrativa da rede para operá-lo. Os custos de infraestrutura são considerados custos de operação da rede.


Quais foram os resultados?

A criação de um CD possibilitou que as lojas ampliem suas linhas de produtos ofertadas no ponto de venda. Além disso, despertou o interesse dos associados em realizar compras de linhas segmentadas de produtos que antes não eram foco de compra. O CD torna-se uma opção para o associado, para que não realize as suas compras direto do fornecedor e acumule altos valores de produtos em estoque por longos períodos, o que aumenta o risco de operação da loja. Hoje, os associados conseguem ter acesso a pequenas quantidades de quase 3.000 itens de estoque em um curto período de tempo.


Quais são as recomendações para outras redes?

A criação de um CD é uma decisão estratégica para as redes e em muitos casos há dúvidas sobre os benefícios, mas no caso da Rede Bem Viver os resultados foram muito bons. A rede pretende implantar ainda um sistema automatizado de controle de informações dos associados, para analisar quais itens são comprados fora da rede. A gestão da rede pretende cruzar essas informações para identificar o potencial de itens a serem negociados via centro de distribuição. Além disso, esse controle possibilitará que o gestor da rede possa deixar os associados cientes dessas compras que, por vezes, são realizadas sem seu conhecimento, deixado o processo mais transparente. Esse projeto também servirá para que o centro de distribuição da rede consiga acompanhar os preços de mercado praticados por outros atacadistas de materiais de construção.


Fonte: Gestão de Redes e Centrais de Negócios - Estratégias e práticas, Pr. Dr. Douglas Wegner e Aruana Rosa Souza Luz.

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