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Como garantir uma sucessão planejada e sem representar riscos à continuidade da cooperação?

A sucessão de gestão é um procedimento de passagem de poder de um presidente para outro. Contudo, poucas pessoas se dispõem aos desafios e às responsabilidades que o cargo apresenta. Nessa direção, conheça as práticas utilizadas pela Rede Bem Viver para garantir uma sucessão planejada que não comprometa a continuidade da cooperação entre associados.


Quem fez?

Em 1999 dois empresários saíram em busca de lojas com perfil semelhante para juntarem forças e comprarem juntas. No ano de 2001, 18 lojistas fundaram a Rede Bem Viver na região sudoeste do estado do Paraná. Alguns dos momentos que marcaram a história da rede foram a Implantação da Reunião Virtual (no ano de 2004), a Elaboração do 1° Planejamento Estratégico (2006), a Criação do Centro de Distribuição (2008), o início da Padronização das Fachadas (2010), a Ampliação da Estrutura do CD para 2000 m² (2017) e a Mudança no formato de Gestão, adotando princípios da Governança Corporativa (2018).


Qual era o desafio?

Em 2016 a rede se deparou com um problema de sucessão, já que nenhum associado se dispôs a assumir o desafio de assumir a gestão da rede como presidente. De acordo com o estatuto da rede na época, apenas associados poderiam exercer o cargo de presidente, porém não havia interessados. Esse cenário apresentou o desafio de encontrar uma forma de garantir a sucessão da rede de maneira planejada.


O que a rede fez?

Foi criado um Comitê de Estudos para buscar soluções para este grave problema, surgindo a ideia da Governança Corporativa. Foi contratado um Consultor com Experiência em Governança Corporativa, membro do Conselho de grandes empresas, para dar suporte técnico à transição do modelo de governança. Foram dois anos de estudos para desenvolvimento da Constituição e ajustes dos detalhes técnicos. Estima-se que entre trabalhos presenciais e virtuais foram aproximadamente 400 horas dedicadas a estudos para a construção deste projeto. Com a implantação da Governança Corporativa, os órgãos de Gestão da Rede são: Assembleia Geral, Conselho de Governança, Comitês Técnicos e a Auditoria Independente.


Qual o resultado?

No novo modelo de governança, a autoridade fica distribuída dentro do sistema, com base na constituição. O Conselho de Administração é formado por 6 membros (o gestor governante, quatro lojistas e um conselheiro independente). Diferente do modelo anterior, os membros do Conselho e Comitês Técnicos são remunerados. A rede ainda está em processo de transição, mas já percebe ganhos em relação a decisões mais rápidas e mais efetivas. A expectativa é que, ao longo do percurso, os associados enxerguem com clareza os benefícios do modelo. As decisões que antes eram tomadas em assembleia e agora são tomadas pelo conselho ou pela equipe executiva, são mais assertivas e eficazes, pois são estudadas e analisadas sob o aspecto global da Rede, deixando de lado o conflito de interesses e dando perenidade à Rede.


Fonte: "Redes, Alianças e Parcerias: ferramentas e práticas para a gestão da cooperação empresarial”(2019), Douglas Wegner.

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