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Colaboração para a inovação - e uma boa dose de controvérsia

O Facebook acaba de divulgar uma parceria estratégica com a Ray-Ban que promete revolucionar a forma como as pessoas usam as redes sociais e interagem com suas conexões. O óculos criado em parceria permite capturar imagens e fazer vídeos transmitidos pela rede social em tempo real, ouvir músicas e fazer ligações.

De um lado, a inovação é mais um exemplo de como a colaboração e a combinação de recursos estratégicos de dois ou mais parceiros pode gerar resultados extraordinários. A vantagem competitiva gerada por estratégias colaborativas é muito mais difícil de imitar e superar, justamente porque se baseia em recursos combinados entre os parceiros, difíceis de encontrar no mercado.


Porém, para além do exemplo de inovação colaborativa, o caso também demonstra que há significativos aspectos éticos em jogo. O óculos permite não só postar vídeos na rede social do usuário, mas poderia eventualmente gerar volumes gigantescos de dados utilizados pela plataforma para compreender comportamentos e aspectos sensíveis da vida dos usuários (e de quem estiver à sua vista!). Os próximos passos do uso da tecnologia ainda são imprevisíveis para os leigos, mas a big tech certamente já tem planos para a integração de tecnologias de realidade virtual e estímulos sensoriais que levarão a novas formas de marketing e interação nas redes sociais e fora delas.


O Google Glass não conseguiu sobreviver. Será que os usuários estarão dispostos a dar um outro destino ao Ray-Ban Facebook nos próximos meses?

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